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Se a Taschen lançasse o livro de fotos do tecnobrega a partir do Maderito. Importado, R$200,00. Nas melhores mesas de centro do país.
A única coisa que eu pedi em 2010 foi menos neura.
Venho todo na humildade propor uma atenção especial ao Eric Rohmer na semana de sua morte. Dos filmes dele vi cinco. Meu preferido é Conto de Verão, sobre um rapaz envolvido em vários relacionamentos ao mesmo tempo durante uma curta estadia em um balneário francês. Talvez a melhor coisa que conheça do gênero peripécias amorosas. Em Conto de Inverno, Rohmer dá de mão beijada a chave da cadeia de Sex and the City, que aprisiona uma fatia considerável da população de mulheres urbanas. A protagonista é um triunfo da arquitetura de personagens e leva os conflitos femininos a um patamar de complexidade tal que, por contraste, é revelado o reducionismo escandaloso e o fracasso da promessa daquelas neuróticas novaiorquinas serem o retrato definitivo, o modus operandi desse bicho chamado mulher. Esse Bicho Chamado Mulher, inclusive, poderia ser a tradução de uma comédia do Billy Wilder estrelando um James Stewart todo atrapalhado. Eric Rohmer, sou teu fã e verei todos os teus filmes antes de nos encontrarmos, quando aproveitarei a oportunidade pra te perguntar como é ser tão parecido com o Simiano, aquele inimigo do He-Man. Quer ver?
“When somethings lost, I wanna fight to get it back again”
É o aviso de quem tá voltando pra mostrar como se faz rock, esse troço perdido nos anos 00. Folk bundão, machões de boutique, crossover com moda, minimalismo eletrônico: o Pearl Jam veio consertar a música de vocês.
Lobinho Carlos.
Listas: também quero brincar.
10 grandes filmes meio desconhecidos dos anos 00.
Whisky: Comédia uruguaia tão otimista que o diretor se suicidou uns anos depois.
Neste Mundo: O filme meio experimental pouco assistido do Michael Winterbottom. O muito assistido é o 9 Canções, mas com pornografia é covardia.
Junebug: No Encantada ela dá pistas, nesse Amy Adams se torna provavelmente a melhor atriz americana bonita da sua geração.
A Estranha Família de Igby: É o máximo que dá pra chegar de uma adaptação do Apanhador no Campo de Centeio pro cinema.
Memórias de um Assassino: O Tarantino listou esse, mas acho que muita gente não assistiu. Obra-prima da confusão de gêneros que os coreanos curtem fazer.
Reencarnação: Cara de filme do Kubrick e uma das aberturas mais bonitas que eu já vi. Jonathan Glazer, diferente dos outros prodígios do videoclip, optou por um troço sóbrio e elegante, sem truques.
Demonlover: Espionagem e conspiração envolvendo desenvolvedores de games, trilha do Sonic Youth e trama maluca. Olivier Assayas pegou pesado antes de fazer o Clean, seu filme mais conhecido.
Bem-Vindos: Comédia sobre os efeitos práticos do comunismo, contracultura e revolução sexual em uma família sueca.
Ser e Ter: Documentário sobre um professor e suas turmas de crianças em uma pequena cidade do interior da França. Impressionante a naturalidade dos registros.
O Gosto dos Outros: Meio apagado da minha memória, mas sei que se trata de uma grande comédia sobre elitismo cultural e intelectual. Indicado pra quem curte doutrinar os outros com seus gostos sofisticados.
Todos disponíveis em DVD no Brasil. Junebug e Demonlover têm títulos em português que tô com preguiça de pesquisar. Lógico que daqui a 20 minutos eu faria uma lista bem diferente dessa. Se tu quer me indicar um filme meio desconhecido, manda por email.
Avalanches quase humilha o Beck no quesito música chapada misturando tudo com climão de Califórnia. Só descobri ano passado, com 9 anos de atraso. Fica a reflexão.
Legal essa seção de blog. Membros de bandas falando sobre os trabalhos que precisam ou já precisaram manter pra pagar as contas.
Não assusta saber que isso tudo foi feito em 3D?
“So you see, photography says nothing. Photography produces pretty or not so pretty pictures. It deverts people from the real object; miseducates them. It is photography’s fault that people want to furnish their rooms not for living in, but to look nice. Photography cheats. I have never tried to cheat anyone with my things. It is a method I condemn. But our architects have been educated in this method of illusion alone and develop out of it. They make their reputation with pretty drawings and beautiful photographs. They do it deliberately, because they know that people are so helpless that a graphic—a photographic illusion—is sufficient to get them to live in the interior and even be proud of it. And the clients are so dishonest even to themselves, that they accept—in an act of self-denial—to live in all these drawings and photographs.” —Adolf Loos. Tirado daqui.